Eu daria o meu tim esquerdo por um diazinho poder trabalhar na parte dos Registos da Loja do Cidadão nos Restauradores.
Cheguei pelas 19h à Loja e tirei a senha... sentei-me e esperei que as funcionárias acabassem de falar da gaja das fotocópias e a rirem-se que nem parvas dos comentários que faziam. Uma delas teve a amabilidade e a paciência de tocar no botãozinho para chamar a seguinte pessoa. Pasme-se quem me ler que afinal não era naquele andar: "Desça tudo até ao piso -1." Como sou bem mandada, e após ter esperado os dez minutos da conversa fofinha que tinham estado a ter, desço e para meu espanto, realmente, lá está um novo serviço dos Registos. Tiro a bela da senha e sento-me numa cadeira. Estava a ser atendida já uma pessoa por uma funcionária (aquela maluca a armar-se em profissional!) e outras duas na pândega a rir sobre um assunto interessantíssimo sobre uma outra gaja qualquer. A que estava em pé, loira pintada, ia olhando para mim e continuando a conversa bastante eloquente. Quando a conversa fica mais pausada e sem muita acção: "_Ahhh, estava à espera." "_Sim, estava à espera que me chamasse." "_Olhe que nem a vi, e reparei realmente que o computador estava a indicar que tinham tirado senha." Fiz um ar terno como resposta. Até então, eu estava sentada na cadeira à frente do balcão da abrunha e, digamos, não me julgando pequena, meço 1.70m. "_Sente-se, por favor. Peço desculpa... é que estava ali a falar com a minha colega..." "_Ora aqui tem os documentos que precisa (começo a colocá-los em degradé)." "_ Não precisa de ficar chateada comigo." Nesta altura tinha duas opções: ou ignorá-la, coisa que seria difícil porque a Sua Alteza Real parava sempre que estava a falar comigo e a fronha dela estava à minha frente, ou simplesmente limitava-me a dar respostas curtas e directas à conversa de chacha. "_Estou com uma ligeira pressa. Não se importa de ver se falta algum documento?" Entretanto começam-se a ver borboletinhas a saírem de portas disfarçadas por trás da minha nova amiga xuxuzinha. Estes insectos lindíssimos eram as restantes funcionárias, umas cinco duma vez. Uma delas senta-se na cadeira, enfastiada e balbuceia esta expressão: "Ai os berlindes do padre Inácio!" Ao que uma outra lhe responde a sorrir: "_Ò Não-sei-quantas, olha aí a linguagem."
Eu sou contribuinte há mais de uma década. Fico contentinha por ver que o meu dinheiro é gasto assim: em dois serviços com funcionários a suar, meus senhores, a suar para poderem ser úteis à sociedade!
Por que é que eu não decidi pedir o livro de reclamações? Porque o processo está nas mãos do bicho que me atendeu e que me disse que como o sistema estava offline naquele momento era possível que hoje me telefonassem para lá ir de novo e refazer o processo todo de início; mas que iria tentar sentar-se naquele computador (eu esbocei um sorriso nesta parte... acho que ela percebeu a minha expressão, mas não consegui conter-me) para que não houvesse perdas dos dados. Por mais que goste de me enfiar na Loja do Cidadão e a deleitar-me horas a fio a ouvir conversa entre bicharocos, prefiro ver como acaba o processo e dar o benefício da dúvida às bestas. Sou benevolente, sim. Os animais têm direito a anhar nas 4 horas de trabalho das 5h que têm e a babarem-se enquanto se locomovem.
Ahhhhh ricos empregos! O que eu gosto dos Registos!
quinta-feira, março 25, 2010
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20 comentários:
Considero os registos e toda a envolvente panóplia de seres e fauna que pululam nos registos deveras importante para a futura regeneração cutânea. Como referiu e BEM como se babam enquanto se locomovem, nada como o sr.ministro do ambiente criar um linha de produtos naturais ( biológicos )que permita destronar esse grande Hit que se chama Baba de caracol. A vantagem é que não vai ser preciso colocar rodelas de batata, nem nenhuma rede com pauzinhos de oregãos.
Esta nova gama de produtos que há à venda fascinam-me. Há uns tempos fui a uma loja de cosmética de produtos naturais e que se orgulham de indicar que não usam animais para os testar (recuso-me a fazer publicidade à loja http://www.centrovascodagama.pt/store.php?idStore=4#anc_showstore ) e uma das simpáticas funcionárias, com o típico sorriso amarelo, diz a seguinte pérola: "_ A senhora não quer experimentar o exfoliante que temos de túbaros de búfalo?" Eu devia estar naquele dia com a cara mesmo feita em obras. Depois de me recompor do choque e de colocar a minha expressão facial n.º 77 (aquela que transmite a ideia de nojo) digo pausadamente, enquanto me afasto com regozijo por não ter nascido búfalo: "_Não. Deixe-se estar. Uma boa tarde."
por falar em produtos naturais eu tenho uma flauta feita com osso de baleia ilegal comprada nesse grande país católico chamado Marrocos. Apesar da dificuldade para conseguir entrar no país com semelhante item digo-lhe que gosto mais daquela flauta do que muitos seres humanos.Eu sei que em produtos naturais deveria ter ficado pelos yogurtes magros, mas o som que emana daquela flauta é qualquer coisa que faria o delai lama verter uma lágrima ao ouvir-me tocar ...fiii fiiii ffiii fiiiiii...fuuuu. Só me falta mesmo aprender a tapar os buraquinhos com mais dedos. Peço desculpa por continuar anónimo, não foi com intenção de passar incógnito, por isso vou passar a assinar os textos com o meu verdadeiro nome. O sempre seu edinho miranda
Bem, se for para falarmos de produtos naturais vamos nessa! O que mais me fascinou num museu da Escócia, que tive oportunidade de visitar, foi um sobre a caça (ainda hoje estou para perceber porque é que me deu para visitar aquilo... Ah! Espere! Já sei. Aquilo era entrada gratuita. Já sabe como nós tugas somos: tudo o que estiver em saldos ou for grátis é para aproveitar.) É um museu muito dedicado à natureza, sem dúvida. Acho que nunca vi tanta cabeça pendurada em paredes e tanta bicheza embalsamada. Um espectáculo digno de ser visto. De tal maneira que fiquei vegetariana por uns tempos. Outro de que gostei imenso foi o dos Açores, na ilha do Faial, Museu de Scrimshaw. Fiquei fascinada pelo trabalho preciso dos marinheiros que naquela altura não tinham mais nada com que se entreter, mas mais ainda com algumas fotos e filmes da caça à baleia e do cachalote. Não percebo porque é que hoje em dia é proibido. Então nós, seres humanos, em especial aqueles que se encontram nas ilhas, precisamos tanto da carninha da baleia e do cachalote, pá! Aquilo é uma praga para as produções hortícolas do nosso Oceano! Fazíamos um favor à fauna marítima se dizimássemos essa praga! As cenouras que davam para criar não fossem aqueles dois bisontes do mar estragarem os planos do ser mais inteligente: o Home!
Uma coisa é certa, os rapazinhos que entravam naquelas embarcações saíam de lá com os tins feitos em aço. Aquelas embarcaçõezinhas apanhavam e arrastavam uma besta do quádruplo do seu tamanho (não do seu, caro Edinho Miranda, mas sim das embarcações, entenda-se). Mulher que tivesse homem daqueles em casa podia ficar orgulhosa do seu marido, sim sr. Aliás, vou-me obrigar a pagar mais 1000€ de viagens e estadias para os Açores, durante outros 9 dias, para visitar as restantes ilhas e trazer de lá um caçador/pescador de baleias... temo é que já tenha o triplo da minha idade, mas isso é apenas um pormenor. Tenho esperanças quanto a isso, porque hoje em dia em Portugal já há aquela coisa tão natural como a preservação das células estaminais que aposto se der aloe vera ao meu caçador (sim, porque a Aloe Vera serve para muita coisa) ele poderá substituir o J. Cleese e o R. Williams.
Já imagino o caríssimo Edinho Miranda tocando a sua flauta, a tapar todos os buraquinhos, com um sonzinho de fundo do "Sorte Grande (Poeira)" da Ivete Sangalo, eu e o meu caçador fazemos o amorrrr.
Se você me ouvisse tocar flauta dúvido que o seu caçador de aspecto de deus grego ( rejuvenescido pelo aloe vera )- mas com a mentalidade de um miudo de 4 anos e a capacidade sexual de um orangotando com sindrome de down e que perdera o interesse pela vida - tivesse a capacidade de apontar o arpão, apesar de em 75 anos de carreira ( começou aos 3 anos ) nunca ter falhado um alvo ( leia-se cachalote ). ps: não lhe estou a chamar de forma alguma uma pessoa obesa, eu compreendo que porventura até não coma muito, e que o verdadeiro problema seja mesmo a tiróide.De resto se quisesse poderia vestir-me de pescador e podia andar por aí ( tipo santana Lopes ) enquanto abanava um balde de fanecas só mesmo para fazer ambiente romântico para si e para o seu caçador.Não quero que lhe falte nada. Edinho Miranda
Se você me ouvisse tocar flauta dúvido que o seu caçador de aspecto de deus grego ( rejuvenescido pelo aloe vera )- mas com a mentalidade de um miudo de 4 anos e a capacidade sexual de um orangotando com sindrome de down e que perdera o interesse pela vida - tivesse a capacidade de apontar o arpão, apesar de em 75 anos de carreira ( começou aos 3 anos ) nunca ter falhado um alvo ( leia-se cachalote ). ps: não lhe estou a chamar de forma alguma uma pessoa obesa, eu compreendo que porventura até não coma muito, e que o verdadeiro problema seja mesmo a tiróide.De resto se quisesse poderia vestir-me de pescador e podia andar por aí ( tipo santana Lopes ) enquanto abanava um balde de fanecas só mesmo para fazer ambiente romântico para si e para o seu caçador.Não quero que lhe falte nada. Edinho Miranda
Gostei do estilo "stereo". Acho que hoje em dia as pessoas menosprezam em demasia o mono discurso. Se os políticos apostassem mais na repetição dos seus discursos, acompanhados por uma musiquinha de fundo conseguiriam mover muito mais as Massas (eu prefiro sempre as da Nacional, porque... o que é nacional é bom «« cá está! Quem não sabe este "jingle" e se recorda desde logo do ritmo e melodia do mesmo?) Sugiro uma boa batida de forró a acompanhar os seus comentários "stereo", se me permite o seguinte: http://www.youtube.com/watch?v=HG3LfB8gZg0
Adoro as letras e em especial a dança frenética. Parece que estão todos a levar choques, de uma vedação eléctrica invisível, e que os faz depois inventarem letras encantadoras. Camões ao pé destes meninos é um mero aprendiz. Eles sim. Este duo sabe o que é o amor: "se você não for minha eu não viverei em paz; ser seu namorado mas eu estou apaixonado; sei que ele não te ama dá pra ver em seu olhar; você também não ama meu coração te chama; antes que eu enlouqueça consegui me declarar [...] joga a mãozinha pra cima e vem com a gente; Não... não é amor; o que você sente..." E é nesta altura que o sujeito poético, após ter queimado já quase todos os ticos e tecos que lhe restavam (e a mim também depois de ter passado a letra para aqui), fica a pensar que mais palavras poderá ele completar o lindo poema de cariz provençal, de cuidado métrico e rítmico, para terminar em alta com a seguinte declaração: "é só obsessão!". A rima perfeita, o decassílabo de uma verdadeira epopeia romântica juntando a verdadeira dança do Ku-duro (isto porque depois de abanar tanto o nalguedo fica-se ali com um invejável pêssego rabóide.) E se for então homem, caçador de baleias fica com tins de aço e nalguedo bem ginasticado. Apesar de que danças como aquelas fazem-me lembrar as de acasalamento dos pavões.
Depois desta demonstração de virtuosimo semântico ou a simples utilização semasiologica no seu pensamento e respectiva apresentação escrita, só tenho uma frase para si
" Tragam-me uma mini se faz favor "
semântico
simples
semasiologica
só
si
se
Duas conclusões: 1- o Edinho gosta das sibilantes, fazendo lembrar a língua atrevida da Britney Spears nos vários clips dela, direccionados para criancinhas.
2- começa com palavras polissilábicas e acaba depois com monossílabos: das duas uma, ou o seu teco deu o berro assim que se falou em jolinhas ou o tico não aguentou os fusíveis de ter puxado por duas palavras incrivelmente bem escritas e colocadas na frase.
Uma coisa não se pode negar: o Edinho é bem educadinho, sim sr. O "faz favor" denuncia o alto nível de status quo de camionista assanhado por qualquer Passos Coelho.
As sibiliantes devem-se ao facto de eu ter um problema no palato e em vez de falar correctamente as palavras assobio-as ou misturo-as com ruidos que me abstenho aqui de reproduzir, porque a época de acasalamento já começou e não pretendo atrair de forma alguma o grupo de patos que passeiam no lago aqui em frente. inconscientemente - a minha escrita absorve essa minha fraqueza vocal. Quanto ás palavras utilizadas, posso prometer-lhe que nunca mais vou usar a wikipédia para construir frases com palavras caras e vou remeter-me à minha insignificância e baixa escolaridade, mas que me permite ter uma vida honesta e um computador que me corrige automaticamente palavras como "axu, beixo, xórisse, bejeca", para coisas como "Schopenhauer, Kafka, idiossincrasia". Quanto à educação não tem de quê, mas foi engano ..o que eu queria mesmo dizer era "fazei-me-vos o favor"
Mas... não seriam as patas, aquelas grandes taradas, que o caro Edinho se deveria preocupar? Ou aquele encontro fugaz que queria ter com o Passos Coelho baralhou-lhe já as sua pretenções sexuais e já não distingue patos de patas? Veja lá isso. Olhe que essas coisas podem degenerar em doença!
Não subestime a sua capacidade vocal, pois aposto que tem a voz sensual de um Ricardo (ex-guarda redes do "Sportem", o famoso frango).
O caro Edinho Miranda quando se põe a falar essas palavras "caras" e outras expressões como "fazei-me-vos o favor", faz-me lembrar o esbelto e cultíssimo treinador do único clube de Portugal, o SLB, que, tal como a ameba, me provoca calores e por vezes suores frios quando o ouço.
quando eu oiço esse cultissimo treinador da Associação folclórica de carnide, tenho outro tipo de pensamentos que é como quem diz "Jesus..tira-me os pregos".Mais uma vez peço desculpa pela linguagem ousada, mas as férias de páscoa tiram o que de pior existe num ser humano, graças às calorias extra.O seu sempre E.M.
já que a autora do blog não se chega à frente com um assunto espectacular nada como fazer referência a esse genial poeta Fernando Grade, que inspire todos aqueles que passam por aqui..não precisam de agradecer. E.M.
CICATRIZ VERBAL PARA DUBUFFET
Fernando Grade
Um fóssil nos dentes
dois olhos civis
uma criança a arder
pelo nariz
Um pente latino
Oito cicatrizes
E uma meia de seda
Escondendo varizes
Palavra de pólvora
crescendo no chão
acusando todos
menos o ladrão
Seta sem destino
uma boca castanha
fala-me de pernas
que ninguém arranha
Seu herege! A falar mal do único clube decente de todó mundo e arredores! Deveria ser linchado publicamente e, enquanto isso acontecia, deveria recitar o hino do Glorioso!
Quanto ao poema... depois de o ter lido começo a duvidar sinceramente se este mundo conseguirá ultrapassar o ano de Nosso Senhorrrr de 2010. Almejo ver um dia (brevemente!) uma fogueira enorme, tipo como os nazis fizeram, e aqueles do Nome da Rosa, com os livros editados por futebolistas e de autores como o agora Fernando Grade. Fico emocionada, chegando a ter cólicas, quando leio "poesia" como aquela. É de ir às lágrimas, mesmo.
Queria só dizer-lhe que adorei a parte em que se auto-define no topo do blogue. Eu sempre quis estar num sitio da internet onde pudesse estar em contacto com uma espécie de pequeno buda ( não lhe estou a chamar gorda )com quem eu pudesse realmente partilhar uma experiência próxima daquilo que eu próprio vivo com o meu ser, apesar de infelimente eu não me poder considerar perfeito. Só mesmo excelente como lhe tinha dito anteriormente, o que infelizemnte ainda não me torna um semi deus na terra como esse grande comunicador chamado Edir Macedo da grande Igreja Universal do Reino de Deus. A vida não é justa mesmo.
Como diria aquele humorista que o caro Edinho adora (Fernando Mendes): "Não estou aqui p'ra enganar ninguém." Sou como sou (verdade la palisseana).
Já agora o seu "infelimente" e ainda o "infelizemnte" fazem jus à sua auto-proclamada semi-deidade. "Sauvé, sauvé, aleluia, meu irrrrrmão!"
Quando fala em la palisse só me recordo dos tempos em k vendia dvds ilegais nos mercados do magrebe e volta e meia aparecia um puto de tez escura e olhos ramelados a gritar" fugem todos vem ai la palisse".os erros ortográficos tem apenas a ver com uma crise de alergia, porque tanto aqui como para os lados da luz é um cheiro a naftalina e a mofo, pelo facto de andarem a tirar cachecois e camisolas da gaveta passado tanto tempo
Esse magrebe que ouviu a falar no mercado tem um sotaque aportuguesado, ou é só impressão minha?
Deve ter sido um sportinguista qualquer que depois de levar tanto naquela boca, ficou com os dentinhos da frente a parecer uma daquelas velhinhas do baixo alentejo que vemos sempre nos postais à venda em Lisboa.
Quanto à parte do sotaque é possível que assim tenha sido, porque quando eu referi Magrebe, queria na realidade dizer praça de Espanha - barracas azuis - sempre em frente:-). No que concerne ao sportinguista que levou na boca, deve ser pelo facto de andarmos sempre a fazer ginástica, com os orcs, perdão ..ben$##$#$# (se bem que isso vá contra a parte de higiene referida nos estatutos que transcrevo já de seguida :
ARTIGO 2.º
Tem principalmente por fim a educação physica dos sócios e dos seus filhos e tutelados por meio de exercícios de gynastica hygienica ao ar livre e poderá igualmente dedicar-se à gymnastica applicada, à esgrima, à equitação, à natação, aos jogos athleticos, aos exercícios de remo e de tiro e a outros destinados ao desenvolvimento e conservação das forças musculares.
Andar à paulada, mandar os outros dar uma curva ao bilhar grande, fazer gestos que nos fazem lembrar "berimbaus" de anões utilizando o dedo médio para o efeito é totalmente a favor dos estatutos... desde que seja feito "hygienicamente".
É justo.
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