Engraçado ver as críticas feitas aos pais das crianças: «só sabem é dizer mal da escola, quando na verdade, nem educar os próprios filhos o conseguem» ou «os pais de hoje em dia "depositam" as crianças na Escola e fazem daquilo um "lar de crianças"»... quer dizer... e a bem dizer (ou não!), estas críticas até que são bem verdade para a maioria da malta que é pai. Mas, e aqui deixo a minha opinião (recebida após um ano lectivo de testemunha), há com cada prof! Chiçaaa... mas que alminha passou declarações de que o gang de profs que tive o "desprazer" de conhecer este ano, tem capacidades para leccionar?! Só não houve linchamentos e puxões de cabelos (até mesmo à frente de Encarregados de Educação) por mero acaso. Os profs seriam uma classe prestigiada se a sua maioria fizesse a sua função: leccionar. A maior parte deles só sabe é cortar na casaca do desgraçado do colega e do sistema e dos pais... e depois, entra na sala, e não deixa sequer transparecer que é um profissional de pedagogia e acha que a educação é fazer os meninos brincarem nas aulas e fazer saber que o professor é amigo. Amigos, antes de começarem as vossas carreiras, tenham consciência do papel do professor, da Escola e a relação que deve haver entre aluno e professor... Depois... depois, sim... têm todo o direito de serem considerados verdadeiros professores.
segunda-feira, julho 24, 2006
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6 comentários:
Existe de tudo, como sabes. Mas também existem muitos professores correctos e pais que não educam. Ocorreu um episódio com o meu pai, quando ele estava a dar uma aula, estava um aluno a desastibilizar a aula (note-se a falar no telemóvel como se estivesse na rua). Avisou-o 3 vezes, três. Até que foi colocado na rua e o telemóvel apreendido pela direcção da escola. Como resposta, teve um pai completamente irado a pedir agressivamente o porquê que terem retirado um pertence ao filho, que é um roubo e que ia processar a escola e isto e aquilo. Perguntou o que aconteceu para a escola ter decidido isso? Não. O aluno era bom aluno? Longe disso. Tinha bom comportamento em anos anteriores? Lol.
Nem sempre a culpa é dos professores e muitos deles se transformam em maus professores... se têm muitas vezes fama, porque não se borrifarem de uma vez por todas e começarem a ter proveito também? É errado, mas a paciência de muitos bons professores também tem limites.
Beijo Xô Dona Gaija!
Concordo com tudo quanto dizes; mas... Acredito que haja mais maus professores que bons. Quanto ao que há de pior: se são os pais que em casa os "deseducam" ou se há mais professores que não têm qualquer vocação para professores... não sei, mas seria um estudo interessante a ser feito.
Do que falava na minha postagem era da infeliz experiência que tive este ano com uma catrafada de marmanjos aka professores de 5ª classe.
Sempre me indicaram que a classe dos professores era uma classe muito desunida, muito individualista, muito conflituosa (talvez porque a grande percentagem é de mulheres... e nós bem sabemos quando o mulherio se junta... ui ui lol), mas eu ficava sempre céptica sobre a veracidade dessas palavras, porque sempre notei aqui no Colégio um espírito de camaradagem, de apoio global, de caminhar pelos mesmos objectivos: educar as crianças e prepará-las para a sua vida, de modo a serem autónomas e felizes. Mas este ano tive o contacto de marmanjos que desde falarem na aula com os alunos da novela "Morangos com Açúcar" (aula após aula, após aula, após aula, após aula... até haver a reunião de pais e com o corpo docente), preparando-se na véspera das aulas a sacar da net os episódios dessa novela para estar na desportiva a falar sobre isso com os alunos; houve ainda os que fosse o Colégio a adaptar-se a eles (quando é o elemento externo, a quem se deu a oportunidade de leccionar, que se deve integrar no novo organismo); houve um que me pediu logo ainda no 1º período, para assistir à sua aula, porque não conseguia dar a "matéria" (sic) (hmm.. porque será? Será que ele avaliou esse pedido? Não terá pensado, nem num segundo sequer, que estaria a dizer com esse pedido «epá, é que eu não consigo impor respeito a eles e só brincam na minha aula»... mas tenho as minhas sinceras dúvidas que aquele tinha sequer cerebelo). Neste último caso, tive 45 minutos a vê-lo de pé, à frente de uma turma de 13 alunos do 5º ano de escolaridade, a "vomitar" matéria para que a criançada aprendesse novas coisas (pensava ele). Sabes o que é 45 minutos a ouvir um gajo, de pé, a falar comigo, e eu não poder sair dali? Agora imagina isso em miúdos, em que a média de idades era de 11 anos! Isto, amiga, não são professores saturados de leccionar como é o caso do teu pai. Isto, amiga, são gajos e gajas aos quais foram passadas declarações de competência. Foi o 1º ano de serviço deles! Hilariante é o Ministério da Educação não deixar empregar professores que estagiaram nos 3º Ciclo e Secundário, para leccionarem aos alunos do 2º Ciclo (5º e 6º anos). Isto é, marmanjos qe estagiaram cerca de UMA SEMANA podem dar aulas (o caso destes que vêm de Institutos Politécnicos e de Escolas Superiores) e professores que tiveram que estagiar UM ANO LECTIVO não o podem (o caso dos que fazem o estágio no 3º Ciclo e no Secundário).
Isto faz lembrar-me da polémica quanto à avaliação dos professores... à qual, claro está, estou inteiramente de acordo. Mas antes disso, o Ministério da Educação tem que repensar bem nas competências e funções que está a conceder a pessoas incompetentes e com falta de formação pessoal. Esses Politécnicos e Escolas Superiores deviam de encerrar de vez, ou pelo menos fossem submetidos a inspecções pedagógicas, porque os que de lá saiem, fresquinhos, não sabem um chavo do que é educação, o que é instrução e qual a relação que devem ter com toda a comunidade educativa (desde alunos, pais, funcionários à Direcção).
Primeiro que tudo, queria discordar quando diz que a classe dos professores é desunida, individualista e conflituosa. Tomemos como exemplo a Casa Pia e o que verificamos?? Alunos e professores unidos uns aos outros e por vezes aos molhos, o que à partida mostra que o pessoal docente gosta de levar até ao fundo as questões do ensino além de promover o são convívio entre todos. Quanto ao facto de serem conflituosos, aí informo-a de que as vicissitudes da vida levam a que nós pobres docentes por vezes tenhamos pequenos desaguisados entre nós, mas basta assistir a uma discussão familiar entre uma família cigana ( vulgo “perlim” ) para verificarmos que somos realmente uns sortudos na nossa classe e que podemos discutir coisas importantes como o uso de papel reciclado ou mesmo aquelas coisas ligadas ao ensino como livros, giz, etc etc. sem perdermos um membro ou mesmo levarmos uma facada..não seja péssimista srªdªtânia…
Quanto ao facto de se falar dos morangos com açúcar, penso que é importante estimular a mente das crianças e a sua capacidade de memorizar situações..nada mais importante do que tentar saber com quem a Maria namora, ou qual é o nome da nova música dos D`Zrt.esta.é a chamada Bipolaridade no ensino …”vá e agora diz-me em quem é que o D.Afonso Henriques bateu ?..viram o paralelismo?? Quanto ao facto de irem buscar episódios à net só mostra que os docentes estimulam as crianças a aderir às novas tecnologias ..tsss tsss..não seja quadrada srª professora ,,bem espero em breve poder responder às outras questões levantadas por V.Exª
atentamente Prof. Raimundo Barrocas
É bom ver uma pergunta e logo se saber a sua resposta: «Tomemos como exemplo a Casa Pia e o que verificamos?? Alunos e professores unidos uns aos outros e por vezes aos molhos, o que à partida mostra que o pessoal docente gosta de levar até ao fundo as questões do ensino além de promover o são convívio entre todos.» Mais interessante é ver a sucessão vertiginosa de ideias (i)lógicas e, portanto, desconexas (ia mais uma vez comprovar as minhas palavras citando o xôr Prof. Raimundo Barrocas, mas não tem piada estar a copiar e a colar o resto do seu comentário). Assim sendo, comecemos por refutar o 1º parágrafo… ui…. Que extenso ele é. Bom.. cá vai disto.
Os professores SÃO conflituosos; os professores SÃO individualistas. Basta vermos o quanto isso afecta na própria organização interna de cada um dos grupos disciplinares e o que os professores fazem para obter redução de horário; nem que para isso os ponha a fazer coisas como catalogação de livros da biblioteca e a chorarem (não, não é em sentido conotativo… deitam mesmo lágrimas!) quando não lhes é entregue o horário que almejam e que se lixem os putos! Mais vale eu ter o meu horário todo arranjadinho e mandar os putos ir para casa às 11h e mandá-los de volta às 15h, porque de manhã não me dá jeito dar-lhes aulas, e por isso o horário só tem mesmo é que ser interrompido. Ex-alunos meus vêm visitar-me a lamentarem-se que muitas vezes têm que sair da escola pelas 19h, porque a hora do almoço estende-se. Mas que raio de sistema educativo e de escolas são estas que trabalham PARA os professores (e não COM eles), esquecendo que são os alunos a razão da existência da escola… logo é PARA eles!
Quanto ao caso da Casa Pia. Com certeza «que o pessoal docente gosta de levar até ao fundo as questões», é por isso mesmo que isso já está em tribunal. Fiz-me entender? Espero que não tenha que fazer desenhos.
Quanto às famílias de etnia cigana: são, sem dúvida, apontados como o protótipo de tudo quanto é de mau. Mas as discussões familiares ciganas perto das crueldades que muitos dos docentes fazem à escola e até aos alunos é bem pior. Sabe por acaso o quanto, nas famílias ciganas, eles dão valor aos seus mais idosos? Não há um único cigano em nenhum lar. Sabe porquê? Porque têm respeito por aqueles que têm idade, logo, experiência. Não o colocam a morrer num lar, fazendo o idoso esperar pela morte como nós o fazemos. Chama a isso sortudos? Somos uns egoístas, meu caro.
Discutamos coisas sérias então: falta fazer uma avaliação diagnóstica às Escolas, quer desde as suas necessidades de Recursos Humanos até à própria segurança; pois não queremos ficar sem um braço… Quanto à crítica dirigida à minha pessoa, ser «péssimista» (sic). Eu não sou pEssimista. Apenas estou no meu direito de exprimir as minhas opiniões e de me indignar com situações que presenciei (e não contadas por terceiros).
Passemos para o último parágrafo: a verdadeira bipolaridade encontrei-a quando li o seu comentário. Isto é, não sei se deva estar preocupada porque há mais um matarruano na Educação e não tem consciência disso ou se deva pensar apenas que vossamercê fugiu da sua cela e conseguiu vir à net e escrever os seus pensamentos… cuidado, acho que os homens do colete branco estão agorinha mesmo atrás de si.
lol
Não consigo escrever mais nada :P
Para começar acho muito bem que os professores alarguem o período de almoço (como a colega refere ) até às 19 horas, porque além de estar provado cientificamente que se deve comer devagar, também estamos a poupar muitos euros ao estado aka erário público, pois ao alongar o almoço estamos a proporcionar o lanchinho e o jantarinho aos alunos de uma assentada só, acho que se calhar V.Exª preferia que os alunos jejuassem e tal como no Ramadão só comessem ao pôr do sol…já agora meta-os no tapete virados para Meca..Quanto à outra questão dos horários dos docentes, só posso discordar de si, porque um professor não é nenhuma irmã carmelita do ensino, e sim uma pessoa que tem de aproveitar o tempo da melhor forma possível para a sua vida social, familiar, desportiva, lúdica, cultural, pelo que deve ter um horário reduzido, porque ou a colega é uma fada do lar ou deve ter uma legião de empregados que lhe fazem a papinha toda..papinha não ..porque a colega nem deve comer..como passa a vida a ensinar deve fazer fotossíntese e como estamos no verão deve andar de barriguinha cheia..quanto ao exemplo que referiu em relação às actividades dos docentes a única coisa que posso dizer-lhe é que congratulo-me cada vez que um colega cataloga livros, pois esta é uma actividade digna e mostra que o professor é um ser meticuloso e organizado..a propósito isto faz-me lembrar um episódio ocorrido em 1951 pouco depois do final da primeira Guerra Mundial, numa pequena vila portuguesa de nome Trancoso, quando um petiz de nove anitos feitos entrou numa biblioteca pública, e tendo ficado maravilhado com toda a organização encontrada, concorreu um ano mais tarde a uma vaga de catalogador de biblioteca em part-time, recebendo a quantia simbólica de 3 tostões mensais, com que iria alimentaria o seu o seu anafado bacorinho de barro durante grande parte da sua infância..na altura era sujeito às mais variadas formas de pressão e censura dos pais e até mesmo dos próprios coleguinhas de escola que lhe diziam …”assim nunca vais chegar a lugar nenhum Belmiro”..não menospreze o saber Srª Professora..não menospreze…
Abreviando e para concluir: quando V.Exª me chama de matarruano, só queria dizer que sim…as minhas origens são humildes e que o meu tetra-avô Benjamim Barrocas foi um pobre galego que atravessou a Galiza a pé até trás-os-montes até engravidar a miúda da aldeia a que todos chamavam Maria Rameira, mas também foi um homem que dum pedaço de terra, construiu a pulso ( tinha perdido uma mão num acidente de trabalho quando podava uma vinha ) as bases de sustentação de um império que dura até aos dias de hoje..e sim ..nasci em berço de ouro, e apesar da infância nos melhores colégio do pais e da Suiça, e de nunca ter passado pelas provações dos alunos Casapianos, nem nunca ter chamado a ninguém titio Ritto, dediquei-me ao ensino por vocação e por acreditar que temos que mexer com as mentalidades dos iluminados ou “Iluminarias” deste País..não sei se o barrete lhe cabe..
Deste seu Republicano e ao serviço do ensino
Professor Doutor Raimundo Barrocas
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